Os resultados da resolução de problemas com números racionais foram piorando ao longo dos três anos de aplicação da prova final de matemática do 2.º Ciclo, segundo o relatório hoje divulgado pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE).

Os responsáveis pelo Relatório Nacional das Provas Finais de 2.º e 3.º Ciclo consideram, ainda assim, os resultados satisfatórios e dizem que as variações podem ser explicadas por pequenas alterações no enunciado da prova.

Neste item (resolver problemas com números racionais), a classificação média em relação à cotação foi de 59 por cento na prova de 2012, de 45% em 2103 e de 40% na prova do ano passado.

A descer surgem também os exercícios para medir áreas ou perímetros de figuras planas, em que a classificação média em relação à cotação foi de 55% na prova de 2012, de 46% em 2013 e de 38% no ano passado.

“A dificuldade aumentou quando os dados necessários para a resolução não estavam explícitos no enunciado, requerendo tanto a interpretação do enunciado como a análise da figura suporte”, lê-se no relatório.


Os autores do trabalho notam igualmente que no reconhecimento das propriedades de sólidos geométricos, os resultados foram “globalmente fracos”, à exceção de 2013, quando a classificação média em relação à cotação foi de 59%. Na prova de 2012, ficou-se pelos 30% e no ano passado não foi além dos 38%.

No 3.º Ciclo, a estrutura da prova foi alterada no ano passado, passando a ser constituída por dois cadernos, com a possibilidade de usar calculadora em apenas uma das partes.

“Quando se avalia o conceito de potência de expoente inteiro negativo, os resultados pioram significativamente”, observam os especialistas, apresentando os dados da classificação média em relação à cotação deste item: 43% na prova de 2012 e 24% no ano passado.

Os relatores consideram que Trigonometria apresentava um nível de complexidade “consideravelmente elevado”, uma vez que implicava “a escolha de uma estratégia de resolução do problema e a mobilização de conteúdos não diretamente relacionados”.

Nos exemplos apresentados, a classificação média em relação à cotação foi de 25%, 17% e novamente 17%, nos três anos em análise.

Os autores do estudo admitem ainda que haverá rotinas de cálculo que “não estão adquiridas de forma consistente pela maioria dos alunos”.