A Associação Nacional dos Professores Contratados (ANPC) acusou este sábado o Ministério da Educação de usar a prova de conhecimentos para «distrair os portugueses de situações muito mais graves» que se vivem no ensino.

Com a revogação da última decisão judicial que impedia a realização da Prova de Avaliação de Conhecimento e Capacidades (PACC), o Ministério da Educação e Ciência (MEC) anunciou este sábado que irá retomar o processo destinado a avaliar os professores contratados com menos de cinco anos de serviço.

Os sindicatos já ameaçaram com medidas contra a aplicação da PACC (como eventuais pré-avisos de greve para o dia da prova e novas providências cautelares) o que agrada ao presidente da ANPC, César Israel Paulo.

«Nós apoiamos qualquer iniciativa que venha a ser feita na defesa dos nossos colegas e seremos mais um motor no sentido de apelar aos docentes de quadro, que sabemos que não se sentem minimamente confortáveis em aplicar uma prova deste âmbito aos colegas», disse à Lusa César Israel Paulo.

Muitos dos docentes abrangidos pela PACC são, segundo César Paulo, «os que têm mais formação no ensino publico». «Muitos já saíram com mestrado, alguns com doutoramento e é absolutamente ridículo aplicar esta prova», lembrou.