A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) ameaçou esta sexta-feira com a entrega de um pré-aviso de greve, para fevereiro, à prova de avaliação dos professores, na componente específica, considerando o exame «uma verdadeira inutilidade».

A maior estrutura sindical de docentes, afeta à CGTP, ameaça com um pré-aviso de greve, para todo o mês de fevereiro, a qualquer serviço relacionado com a prova, inclusive a vigilância.

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, disse, em conferência de imprensa, que o pré-aviso pode ser renovado mensalmente, caso a segunda componente do exame não se realize em fevereiro.

A conferência de imprensa, em Lisboa, ocorreu depois de uma reunião de dois dias do secretariado nacional, que terminou hoje.

De acordo com um despacho do Ministério da Educação, de novembro, a componente específica da prova de avaliação de conhecimentos e capacidades, que varia consoante as áreas disciplinares, realiza-se a partir de fevereiro, com a data precisa a ser fixada por novo despacho.

O exame destina-se a docentes fora do quadro com menos de cinco anos de serviço.

Neste ano letivo, a componente comum da prova efetuou-se a 19 de dezembro, sob uma greve marcada pela Fenprof.

Para a Federação Nacional dos Professores, o exame é «uma verdadeira inutilidade», uma vez que os docentes já têm formação.

Um parecer do Conselho Científico do Instituto de Avaliação Educativa, que supervisiona a prova, defendeu que o exame não avalia as competências dos professores, tendo como propósito impedir o acesso à carreira.

Para o Ministério da Educação, a prova visa «escolher os melhores entre os melhores professores».

O Conselho Diretivo do instituto declarou que não se revê nem subscreve o referido parecer, sustentando que o documento não representa nem vincula a entidade.