A polícia de choque está desde manhã nas instalações da escola Emídio Navarro, em Almada, na sequência de uma tentativa de invasão do estabelecimento em dia de prova de avaliação de professores.

Fonte do estabelecimento disse à Lusa que a polícia de choque foi acionada pela PSP, a quem a escola alertou quando se apercebeu de uma tentativa de invasão. A iniciativa dos manifestantes mostrou, segundo a mesma fonte, «muita agressividade», já que partiram todos os vidros da frente da escola.

Apesar disso a prova de avaliação de conhecimentos dos professores está a realizar-se, garantiu.

Em Coimbra, a polícia foi obrigada a afastar um grupo de mais de duas dezenas de manifestantes que apelava ao boicote à prova na entrada da Escola Dona Maria II, para que os professores pudessem entrar.

Os docentes conseguiram entrar com a ajuda da PSP, que afastou um grupo de professores e estudantes universitários sentados em frente da Escola Secundária Dona Maria II e que gritavam «boicote», entre outras palavras de ordem.

Flora Domingos, professora, sentada junto do portão de entrada, queixou-se de um polícia a ter magoado e pisado.

Um grupo de professores invadiu as salas de aula na Escola Secundária de Domingos Sequeira, em Leiria, impedindo a realização normal da prova de avaliação, constatou a agência Lusa no local. Os docentes que realizavam a prova estavam igualmente em protesto, fazendo barulho com os pés.

O diretor da escola chamou entretanto a polícia, que está dentro da sala de aula a tentar acalmar os ânimos dos professores, tentando também que a prova se realize. Um dos professores entrou na sala e terá rasgado a prova de avaliação. Às 11:00, os portões da escola foram fechados.

Na escola Padre António Vieira, em Lisboa, um grupo de professores conseguiu contornar os agentes da autoridade para tentar impedir a realização da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC). Os docentes entraram nas salas, mas acabaram por sair e bater nos vidros.

Em Viana do Castelo, cerca de uma centena de professores e alunos invadiram o Agrupamento de Escolas de Monserrate, ocupando as salas onde vão decorrer o exame. No local não havia polícia, que chegou pouco depois, tendo o contigente sido entretanto reforçado.

Em Faro, mais de duas dezenas de pessoas protestaram na Escola Pinheiro e Rosa, onde se realiza a prova e tentaram demover os colegas de vigiar o exame.

No Porto, na escola Clara de Resende, a greve impediu provas em seis das nove salas, tendo-se realizado uma invasão de salas de aula. Em forma de protesto, muitos docentes rasgaram os exames e atiraram-nos para o chão.

Mas nas restantes três salas, onde havia apenas um vigilante por sala quando a regra diz que são dois, os professores convocados para vigiar a prova impediram a sua realização. «Os colegas das outras seis salas, revoltados com a situação, invadiram os três locais inviabilizando a realização da prova», segundo a Fenprof.

Os 80 professores inscritos em Celorico da Beira não fizeram a prova por falta de condições.

«Foi anulada porque não havia condições. Os 80 colegas inscritos entraram para a sala e começaram a fazer barulho. Não havendo condições para se realizar a prova, foi decidido anulá-la», de acordo com o Sindicato dos Professores da Região Centro.

Na Guarda, no Agrupamento de Escolas da Sé, dos 120 professores inscritos apenas entraram 12 para as salas. «Os restantes têm estado a fazer um protesto no recinto escolar, junto da porta de entrada. A intenção dos professores era, pelas 10:15, invadir as salas, mas foram impedidos de o fazer pela PSP», disse ainda o SPRC.