Mais de 100 elementos do Corpo de Intervenção (CI) da PSP do Porto e de Faro vão reforçar o policiamento da manifestação das forças de segurança, junto à Assembleia da República, em Lisboa, disse esta quinta-feira à agência Lusa fonte policial.

A mesma fonte adiantou que estes elementos vão juntar-se ao CI de Lisboa, cujo efetivo foi todo mobilizado para fazerem a segurança do protesto, à exceção dos que pertencem aos sindicatos da PSP.

Quanto ao modo de atuação definido pela PSP, a fonte garantiu à Lusa que «não há ordens para haver bastonada», mas apenas dar mais visibilidade à presença policial do CI junto ao parlamento para evitar que os manifestantes voltem a subir a escadaria da Assembleia da República, como aconteceu a 21 de novembro de 2013.

A manifestação vai realizar-se a partir das 18:00 entre o Marquês de Pombal e a Assembleia da República e é promovida pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, estrutura que congrega os sindicatos mais representativos da GNR, PSP, ASAE, SEF, Guarda Prisional e Polícia Marítima.

Segundo Paulo Rodrigues, secretário nacional da CCP a manifestação deverá ter uma adesão superior ao protesto de 2013, esperando-se sobretudo mais elementos da GNR.

Na manifestação vão também participar as associações da GNR e os sindicatos da PSP e dos guardas prisionais que não pertencem à CCP.

Em declarações aos jornalistas, na quarta-feira, o Ministro da Administração Interna, afirmou esperar que o protesto decorra dentro da legalidade, mas escusou-se a antecipar cenários caso os polícias voltem a subir a escadaria da Assembleia da República.

Perímetro da AR preparado para o protesto

Os parques de estacionamento exteriores da Assembleia da República já esperam aquela que pode vir a ser a maior manifestação de sempre das forças de segurança, três meses após a invasão das escadarias, em São Bento.

Desde a manhã, grades e baias de segurança estão colocadas em todo o perímetro do parlamento, estando interdito o estacionamento de viaturas de serviço, da Comunicação Social ou de visitantes no espaço lateral, junto ao denominado Edifício Novo.

A cerca de três horas da previsível chegada dos milhares de manifestantes, o movimento é escasso, notando-se somente a montagem de instalação sonora por parte de alguns sindicalistas e algumas dezenas de pessoas concentradas nas imediações, além dos profissionais das televisões, a instalar antenas e a coordenar preparativos com os carros de exteriores, com vista à transmissão em direto.

No outro parque exterior, nas traseiras que comunicam com a residência oficial do primeiro-ministro, normalmente reservado aos automóveis de membros do Governo ou de convidados, saltam à vista sete carrinhas de intervenção rápida da Guarda Nacional Republicana, coabitando com aquelas viaturas de alta cilindrada.