Trabalhadores das oficinas municipais de Lisboa reuniram-se esta sexta-feira em plenário e «decidiram levar o protesto para fora das instalações», ocupando por alguns minutos as faixas de rodagem da Avenida Infante D. Henrique, segundo fonte sindical.

De acordo com Vítor Reis, do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, os trabalhadores exigiram «condições de trabalho próprias», manifestaram-se «contra o Orçamento de Estado» e pediram «a demissão do Governo».

O sindicato quer que haja investimento em condições de saúde e de segurança e na aquisição de equipamentos e consumíveis necessários à atividade.

Em causa está «a defesa dos serviços públicos municipais, dos postos de trabalho, contra o desmantelamento da câmara», segundo uma nota do sindicato.

O representante indicou que os trabalhadores municipais planeiam participar na manifestação agendada para terça-feira por sindicatos para contestar o Orçamento do Estado para 2014 e que, em Lisboa, terminará na Assembleia da República.

Nesse dia vai decorrer a votação global final da proposta de lei do Orçamento no Parlamento.

O plenário desta sexta-feira decorreu no complexo da manutenção mecânica, nos Olivais. Para segunda-feira está prevista uma reunião no departamento de desporto.

Na quinta-feira, os trabalhadores da limpeza urbana de Lisboa, também em plenário, tinham contestado a falta de condições de trabalho, a transferência de competências para as juntas de freguesia e a proposta de Orçamento do Estado para 2014.

«Não se sabe como se vai proceder a transferência de competências [da câmara] para as juntas de freguesia», prevista na reorganização administrativa da cidade, disse, na altura, Vítor Reis à Lusa.