O ministro da Presidência sublinhou, esta segunda-feira, que a política de imigração em Portugal «não está de costas voltadas» ao reagrupamento familiar, lembrando que este fenómeno tem «um significado muito intenso» nos fluxos migratórios que se dirigem ao país.

«Temos fluxos migratórios derivados do reagrupamento familiar muito intensos. Somos, porventura, o país onde o reagrupamento tem mais significado nos fluxos, pelo que construir uma ideia da nossa política como sendo uma política de costas viradas para o reagrupamento familiar não corresponde à realidade dos factos», sublinhou Pedro Silva Pereira.

Falando no Centro Nacional de Apoio ao Imigrante, em Lisboa, que visitou esta segunda-feira, com o presidente da Câmara lisboeta, António Costa, para comemorar os cinco anos de existência das instalações, o governante relativizou a manifestação de domingo que juntou milhares de imigrantes na capital portuguesa e onde uma das reivindicações foi que o reagrupamento familiar não dependesse dos rendimentos do imigrante.

«Esse critério não existe como critério isolado», frisou o ministro da Presidência.

Porém, lembrou que, «quando se alarga muito o leque daquilo que se considera família», naturalmente Portugal, como qualquer outro país, «tem de estabelecer outro tipo de requisitos», para evitar que o território nacional se torne «numa porta aberta para a imigração descontrolada».