Elementos da Fenprof interromperam o debate no Parlamento sobre o início do ano letivo, com apenas uma palavra de ordem: «Demissão, demissão, demissão!».

De braços erguidos, nas galerias da Assembleia da República, algumas dezenas de professores gritaram ininterruptamente, assim que o ministro da Educação terminou de falar.

Nuno Crato assumiu que houve incongruências nos serviços do ministério e chegou mesmo a pedir desculpas, garantindo que elas serão corrigidas, mas isso não evitou os protestos.

Até porque o ministro relativizou os efeitos que essas incongruências tiveram na abertura do ano letivo, uma vez que, argumentou, afetaram apenas cerca de 1% das escolas portuguesas.

A palavra de ordem demissão foi repetida mesmo até à saída das galerias, depois de a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, ter solicitado aos professores que abandonassem a sala. A retirada deu-se de forma ordeira.

Entre os cidadãos que se manifestaram, encontrava-se o dirigente da Federação Nacional de Professores (FENPROF), Mário Nogueira.