O comandante da Autoridade Nacional de Proteção Civil disse, nesta terça-feira, que 37% dos incêndios florestais detetados na última semana começaram de noite.

Por exemplo, só na segunda-feira, 45% das ocorrências, num total de 109, tiveram lugar no período noturno”, avançou Rui Esteves.

Entre os dias 15 e 21 de agosto houve um total de 1.276 incêndios, que foram combatidos por 37.914 operacionais, apoiados por 10.087 veículos, com 668 missões aéreas.

Comparativamente à semana anterior (de 8 a 14 de agosto) houve menos 155 incêndios, um decréscimo de 11%, e foram para o campo menos 16% operacionais.

O comandante da ANPC adiantou também que, em termos de severidade meteorológica, com base nos primeiros 20 dias de agosto deste ano, este está a ser “o ano mais severo dos últimos 15”, superando 2003, 2005 e 2010.

O ano “2017 é claramente, nestes 20 dias de agosto, o mais severo dos últimos 15”, frisou.

Quanto ao risco de incêndio para os próximos três dias, incluindo hoje, o Interior do país manterá o risco extremo, estando previsto um desagravamento do índice para o Litoral, já que é previsível que se registe uma ligeira descida de temperatura a partir de quinta-feira, com vento noroeste moderado a forte e humidade relativa com tendência de subida no litoral.

Prevê-se a “manutenção do risco extremo de incêndio no Interior Norte e Centro do país, e um desagravamento nos distritos da faixa litoral”, disse.

Sobre a importância de ter sido decretada a calamidade pública preventiva, que terminou segunda-feira, Rui Esteves considerou que “o reforço de meios teve impacto” nas operações.

Não tenho dúvidas que este reforço teve impacto. A missão que lhe foi cometida era dissuasora e o número de meios foi elevado e teve em conta a distribuição nos concelhos que tinham um índice no risco de incêndio mais elevado”, acrescentou.