Mais de 70 patrulhas militares (19 da Marinha e 53 do Exército), num total de 226 militares, estão no terreno desde hoje e até ao dia 25 para apoiar a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) na prevenção de incêndios.

Em comunicado, o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) esclarece que este reforço surge no seguimento do pedido de apoio da ANPC às Forças Armadas para ativação de mais 28 patrulhas militares.

Este reforço tem como objetivo incrementar as ações de prevenção um pouco por todo o país, com especial incidência nos distritos de Braga, Bragança, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, onde vigora o alerta vermelho para o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais.

Segundo o EMGFA, atualmente estão em curso também ações de apoio de engenharia militar e ações de patrulhamento e vigilância florestal no âmbito dos protocolos municipais, com empenhamento diário de mais 48 militares do Exército presentes em seis distritos do continente.

“Os militares das Forças Armadas já empenhados e em prontidão estão também disponíveis para operações de vigilância aérea e terrestre, ações de pós rescaldo, reforço das ações de patrulhamento dissuasor e de apoio geral às operações de proteção e socorro que possam vir a ser desencadeadas”, acrescenta.

Proteção Civil mantém pré-posicionamento de grupos de reforço

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), no âmbito do alerta vermelho especial lançado na sexta-feira, vai “continuar com o pré-posicionamento dos grupos de reforço ao combate a incêndios florestais”, que será “reavaliado”.

O adjunto de operações nacional da ANPC, Alexandre Penha, falava hoje aos jornalistas, referindo que o “alerta vermelho especial está em vigor até às 23:59 de segunda-feira, e que será feita uma reavaliação da situação que se pode prolongar”.

O responsável referiu, porém, que não há qualquer indicação, “por enquanto”, que este alerta especial vermelho possa ser prolongado, ou venha ser alargado a outros distritos.

Os distritos de Braga, Bragança, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu estão em alerta vermelho, sendo que para esta decisão contam não só as condições meteorológicas, temperaturas elevadas, humidade relativa baixa e vento, mas também “o fator humano”, um aumento de população com a chegada de emigrantes, e os festejos em várias localidades.

“Até ao fim deste alerta especial para as forças que será às 23:59 de segunda-feira, e apesar de haver o despacho ministerial [da Administração Interna] para ser alargado até quarta-feira, nós faremos uma nova avaliação da situação que pode fazer com que o alerta especial vermelho acresça até quarta-feira, nós vamos continuar com o pré-posicionamento dos grupos de reforço ao combate a incêndios florestais”, disse Alexandre Penha.

Estes “grupos de reforço” são formados pelos corpos de bombeiros voluntários e “pessoal da força especial de bombeiros” em vários distritos, “substancialmente no norte do país”.

O dispositivo de reforço conta com a Guarda Nacional Republicana (GNR), nomeadamente o Grupo de Intervenção, Proteção e Socorro e patrulhas militares dissuasoras em todos os distritos.

Em declarações à agência Lusa, Alexandre Penha afirmou que as brigadas de militares no terreno “fazem sentido como elemento novo naquelas localidades, fazem uma dissuasão de comportamentos, junto das populações que possam ser de maior risco para o incêndio rural”.

No âmbito do alerta especial iniciado às 00:00 de sexta-feira, a ANPC registou 73 ocorrências e no decorrer do dia de hoje já foram registadas 72, disse Alexandre Penha, que realçou o registo de 38 ocorrências durante a noite, um número muito próximo das 58 ocorridas no período diurno de sexta-feira, que foi qualificado pelo responsável como “um número muito elevado”.