A Proteção Civil de Coimbra desativou, esta terça-feira, o Plano Especial de Emergência para Cheias e Inundações no concelho, acionado sábado para fazer face aos efeitos do mau tempo e à subida das águas na bacia do Mondego.

A decisão da Comissão Municipal de Proteção Civil de Coimbra foi “tomada em função da estabilização do caudal do rio Mondego e por se encontrarem cumpridos os critérios indispensáveis para este efeito”, refere uma nota da Câmara de Coimbra, divulgada hoje à noite.

“Apesar da desativação do Plano, os agentes de proteção civil continuarão vigilantes e prontos para responder, caso voltem a surgir situações relacionadas com inundações ou cheias”, assegura a mesma nota.

A ativação do plano deveu-se ao “registo de várias cheias e inundações, que levaram ao corte da circulação em algumas vias, e ao facto de “o débito de água na Ponte-Açude [em Coimbra] superar 1.200 metros cúbicos de água por segundo".

O Plano Especial de Emergência para Cheias e Inundações colocou em estado de prontidão várias dezenas de elementos da Companhia de Bombeiros Sapadores de Coimbra (CBSC) e bombeiros voluntários de Coimbra e de Brasfemes, que procederam ao reforço das suas equipas.

O mau tempo que se fez sentir entre sexta-feira e domingo em toda a Região Centro, especialmente na zona da bacia do Mondego, provocou a inundação do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha (que já tinha sido invadido pelas águas do Mondego em 11 de janeiro) e submergiram os estabelecimentos de restauração e esplanadas do Parque Verde, em Coimbra.

As cheias provocaram corte de estradas e vias férreas, derrocadas de terras e muros, quedas de árvores e inundações em lojas e habitações, designadamente em Cabouco, onde algumas casas ficaram isoladas pela água.