O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) fechou um estabelecimento de diversão noturna em Guimarães, no âmbito de uma investigação por suspeitas de auxílio à imigração ilegal, lenocínio e branqueamento.

Em comunicado, o SEF acrescenta que, na operação, foram constituídos arguidos seis cidadãos de nacionalidade portuguesa, “a quem foram imputadas responsabilidades na criação de condições para a prática dos ilícitos em investigação” e identificadas 15 mulheres. 

Sublinha que um dos arguidos, responsável pela exploração do estabelecimento, já havia sido anteriormente acusado pelos mesmos crimes, aguardando o início do julgamento.

Realizada no passado fim de semana, a operação do SEF deu cumprimento a um mandado de busca ao estabelecimento e a nove mandados de busca domiciliária, respeitantes aos quartos existentes no mesmo.

Segundo o comunicado, esses quartos, “para além de permitirem a prática de relações sexuais remuneradas, serviriam, igualmente, como domicílio de algumas cidadãs”.

Quinze mulheres identificadas


No decurso da operação foram ainda identificadas 15 cidadãs, na sua maioria estrangeiras, tendo uma sido detida por permanência ilegal em Portugal e três outras notificadas para abandonar voluntariamente o território Nacional.

Das buscas resultou a apreensão de diversa matéria de prova relacionada com o lenocínio, assim como dezenas de telemóveis, computadores e numerário superior a dois mil euros.

“O estabelecimento foi apreendido e selado por ordem judicial, tendo sido o culminar de vários meses de investigação criminal, dirigida pelo DIAP de Guimarães”, refere ainda o comunicado do SEF, de acordo com a Lusa.

Entretanto, e na continuação da atividade operacional, o SEF deu cumprimento a um mandado de busca e apreensão a um gabinete de contabilidade, tendo constituído arguido o técnico oficial de contas.

No total, a operação envolveu 22 inspetores do SEF.