O combate à Hepatite C vai ganhar novas verbas. Isto porque o  Ministério da Saúde vai lançar um programa a cinco anos para travar a doença. Já no próximo ano, serão investidos 20 milhões de euros, anunciou esta sexta-feira a autoridade do medicamento.

Contas feitas, como o programa decorrer durante cinco anos, o Governo vai disponibilizar 100 milhões de euros para o combate à Hepatite C, especifica o Infarmed. A autotidade do medicamento anuncia, ainda, o utra novidade: vai arrancar um ensaio clínico para 130 doentes infetados, por via de um esquema terapêutico dos mais inovadores e desenhado para doentes com patologia em fase avançada de evolução.

No que respeita ao programa de tratamento, numa primeira fase - além das medidas em curso ao nível da prevenção primária - serão elegíveis para terapêutica «com diferentes combinações de fármacos, consoante o genótipo do vírus da hepatite C, pessoas que reúnam critérios para tratamento em função da gravidade da doença», explica o Infarmed, num comunicado citado pela Lusa. Os doentes prioritários são aqueles cuja infeção se encontra em fase mais avançada. O tratamento será progressivamente alargado àqueles que se encontram em fases mais precoces da doença.

As regras de tratamento são definidas por um conjunto de especialistas, exclusivamente de acordo com critérios clínicos que incluem a gravidade da doença. 

Os ganhos em saúde obtidos em cada tratamento serão acompanhados e registados, o que implica obrigatoriamente o reporte, por parte dos hospitais, dos resultados dos tratamentos. Só deste modo será possível fazer as adaptações necessárias à estratégia dos novos tratamentos que venham a ser autorizados.

O acesso aos novos medicamentos tem sido assegurado a doentes prioritários, estimados em 150 até ao final do ano, através de autorizações excecionais, concedidas pelo Infarmed de acordo com critérios clínicos pré-definidos e internacionalmente estabelecidos.

Portugal está «fortemente empenhado» nas várias iniciativas que decorrem na Europa para redução de preços, garante o Infarmed. «Brevemente ficarão disponíveis medicamentos igualmente, ou ainda mais, eficazes para controlo da doença que promoverão custos de tratamento mais comportáveis para todos os Portugueses».