O secretário de Estado do Ensino garantiu, esta quinta-feira, que na próxima segunda-feira serão «residuais» as turmas sem professores e que este ano já será possível substituir, em menos de uma semana, um docente em falta.

Depois do ministro da Educação foi a vez do secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, garantir hoje que o arranque do ano letivo está «a decorrer com normalidade» e que são «residuais» as turmas com falta de professores.

Atualmente, existem 3 473 horários que continuam sem ter um docente atribuído, mas «na próxima segunda-feira (¿) cerca de 2500 já estarão nas escolas, ficando então cerca de mil horários» por preencher, afirmou Casanova Almeida.

Em declarações aos jornalistas, o secretário de Estado sublinhou que a maioria desses mil horários «são incompletos», o que significa que um professor poderá preencher vários horários.

À margem da cerimónia realizada esta sexta-feira no agrupamento de Escolas de Santa Maria dos Olivais, em Lisboa, o governante salientou ainda o novo processo que permite às escolas substituir mais rapidamente um professor que fique impossibilitado de dar aulas.

«Os pais vão perceber que quando acontecer alguma coisa a algum professor que não possa assegurar as aulas, vão ter imediatamente outro professor: o prazo de 23 dias vai ser encurtado para quatro ou cinco dias, o que é um ganho absolutamente extraordinário», garantiu.

Sobre as críticas de ainda não estarem todos os professores colocados, apontou «duas razões principais»: o ministério teve de aguardar pelas decisões judiciais para continuar com o processo de realização das Provas de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) e a «rentabilização dos professores com horário-zero».