Um professor de Matemática e Ciências do Agrupamento de Escolas do Viso, em Viseu, apresentou esta terça-feira uma queixa na Guarda Nacional Republicana (GNR) daquela cidade por ter sido impedido de entrar na escola onde leciona.

Em declarações à agência Lusa, Rui Martins explicou que está de férias, mas precisava de tratar de um assunto na secretaria da unidade de ensino, tendo sido impedido de entrar.

«Tinha um assunto para resolver na secretaria e estou impedido de o fazer, por isso, participei à GNR. Lamentavelmente estou impedido de entrar na escola onde leciono há muitos anos. Isto não lembra a ninguém. Estou estupefacto, revoltado», sublinhou.

Rui Silva contou que o assistente operacional, que está a porta da escola, lhe disse que tinha uma lista dos professores que estavam recrutados para o serviço especial, que tem a ver com a prova de exame, e só esses podiam entrar.

«Eu vim aqui resolver um assunto meu, como professor desta escola e que nada tem a ver com isto e estou impedido de o fazer. Vou ficar mais um pouco junto à entrada da escola e depois vou-me embora», disse.

Cerca de quatro mil professores contratados estão inscritos para a prova de avaliação que decorre hoje de manhã, teste que tem sido alvo de forte contestação por parte dos sindicatos.

O Ministério anunciou com três dias úteis de antecedência a data da prova de hoje, que decorre às 10:30 para todos os professores contratados com menos de cinco anos de serviço que não a puderam fazer a 18 de dezembro passado devido a boicotes.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) manteve agendadas reuniões sindicais para as 09:00 como forma de protesto e para tentar impedir a realização da prova, às 10:30, dando justificação aos professores efetivos de não comparecerem ao serviço de vigilância aos colegas.

Contudo, na segunda-feira, o Ministério da Educação enviou uma informação às escolas a indicar que os plenários apenas podem acontecer a partir das 14:00.