O secretário regional da Educação da Madeira assegurou esta segunda-feira que nenhum professor será prejudicado no concurso de afetação devido às dificuldades no acesso ao site no passado fim de semana.

«Ninguém será prejudicado e ainda no dia de hoje todos os professores estão a ser individualmente contactados. Ninguém ficará de fora do concurso de afetação às escolas, no âmbito do quadro de zona pedagógica, e nenhum professor deixará de estar no concurso por esta razão meramente técnica», declarou Jaime Freitas aos jornalistas à margem da abertura da sétima "Loja da Juventude", no concelho de São Vicente, no norte da ilha da Madeira.

O governante falava sobre os casos relatados por alguns professores que tiveram problemas em aceder à plataforma digital disponibilizada para o concurso de afetação no sábado e no domingo.

«Tivemos a notícia de que alguns professores, que receberam a informação adequada mas não repararam que o site de acesso era ligeiramente diferente, usaram o site do ano anterior e tiveram dificuldades de acesso», apontou o responsável madeirense.

«Mas serão contactados um a um e todos terão o concurso feito», sublinhou Jaime Freitas.

Por seu turno, a presidente do Sindicato dos Professores da Madeira, Sofia Canha, defendeu, em declarações à agência Lusa, que «têm de ser garantidas todas as condições para que todos os professores acedam ao concurso de afetação», e reivindicou o alargamento do prazo até quarta-feira.

«Na passada sexta-feira a plataforma esteve disponível, mas no sábado e no domingo houve problemas e será de todo conveniente que esses dois dias venham a ser repostos», disse a dirigente sindical.

Sofia Canha referiu que este concurso de afetação «envolve a maioria dos professores que estão a lecionar na Madeira, em todas as zonas pedagógicas», estimando abranger entre 2.000 e 3.000 docentes, decorrendo «agora em simultâneo com o concurso de vinculação extraordinária».

«A Madeira é a única zona do país onde os concursos estão a decorrer de forma pouco convencional, em agosto, em pleno período de férias, com prazos apertados e com este tipo de constrangimentos», argumentou a sindicalista.

Sofia Canha mencionou estar a tentar contactar os serviços da Secretaria Regional da Educação da Madeira, sustentando que devem ser dadas «todas as garantias de que nenhum professor será prejudicado, até porque tinham a expectativa de que teriam mais dois dias».