A Federação Nacional de Educação (FNE) vai entregar um pré-aviso de greve a todo o serviço ao exame de inglês do Cambridge, que abrange o período de 7 de abril e 6 de maio, informou esta sexta-feira a estrutura sindical.

«Consideramos que a imposição dirigida aos professores que venham a ser classificadores dos exames de Cambridge, de prestar provas perante essa instituição sobre o seu nível de proficiência, é uma desconsideração para com os docentes em causa e um desrespeito pelas instituições de ensino superior que avaliaram e certificaram estes docentes», defende a FNE em comunicado.


De acordo com a federação sindical, a estrutura tentou «sensibilizar o Ministério da Educação e Ciência (MEC) para os aspetos negativos no despacho que regulamenta a prova», tendo solicitado uma reunião de urgência à tutela, pedido que ficou sem resposta.

A FNE defende no documento que a aplicação, classificação e certificação do exame veio provocar constrangimentos ao regular funcionamento das escolas, para além de «sobrecarregar os professores, numa altura em que estes estão já sobrecarregados com as avaliações dos alunos».

«Pelos motivos acima expostos, e face a uma ausência de resposta por parte do MEC ao nosso pedido de reunião, consideramos oportuno avançar para a greve», declarou a federação sindical.


Também a Federação Nacional de Professores (Fenprof), que considera que os professores não podem ser obrigados a prestar serviço a esta prova da responsabilidade do instituto da Universidade de Cambridge, convocou uma greve e apresentou pré-aviso para o mesmo período, ao longo do qual decorre a prova obrigatória para os alunos do 9.º ano, e opcional para os restantes anos.

Os alunos do 9.º ano vão realizar, entre abril e maio deste ano, o teste diagnóstico de inglês.

No ano passado, mais de 100 mil alunos realizaram o «Key for Schools», mas este ano o nível de exigência será superior, já que a prova a aplicar será o PET de Cambridge English Language Assessment.