A Federação Nacional de Professores (Fenprof) obteve esta quarta-feira a promessa de ser recebida «possivelmente» na quinta-feira pela tutela, a seu pedido, por causa das alterações curriculares, informou o secretário-geral da estrutura sindical.

Mário Nogueira foi hoje recebido, no Ministério da Educação e Ciência, em Lisboa, pelo chefe de gabinete do secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, depois de a estrutura que lidera ter exigido a marcação imediata de uma reunião, na sequência da publicação, hoje, em Diário da República, do decreto-lei sobre a revisão curricular.

No final do encontro, e depois de se ter dirigido a vários sindicalistas que aguardavam por informações, em frente ao Ministério, na avenida 5 de Outubro, em Lisboa, o secretário-geral da Fenprof disse aos jornalistas que ficou garantida uma reunião com a tutela, «possivelmente» na quinta-feira, em hora a definir.

«Por que razão se mexem nos currículos do primeiro ciclo do ensino básico, sem ter em conta as recomendações que foram pedidas ao Conselho Nacional de Educação e sem discutir com os professores e com os pais?», questionou Mário Nogueira.

O sindicalista quer saber se o horário de trabalho destes docentes «vai aumentar ou não» porque, a seu ver, «pode estar a ser aberta a possibilidade de algumas escolas poderem querer aumentar o horário letivo dos professores» através da ocupação do tempo de pausa com outras atividades, nomeadamente as de enriquecimento curricular.

O que, para Mário Nogueira, a confirmar-se, pode violar o acordo alcançado entre Ministério e sindicatos, após a greve de junho de professores, e que prevê a manutenção da carga letiva docente.

A Fenprof anunciou que vai solicitar aos grupos parlamentares que requeiram a apreciação do diploma hoje publicado.