A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) esteve esta quinta-feira reunida, durante três horas, com o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, bem como com o novo secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário. Deixou expresso, para o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, o pedido de abertura de um processo negocial para rever as regras dos concursos de colocação de professores.

«Pedimos uma nova reunião e que se abrisse um processo negocial para a colocação de professores no próximo ano», disse aos jornalistas Mário Nogueira, entregando uma cópia do documento entregue no ministério, cujo destinatário é, então, Nuno Crato.

No documento, a Fenprof considera que o atual regime de concursos de colocação de professores se revelou este ano «desajustado, estando na origem de muitos problemas que provocaram graves perturbações no início do ano letivo em curso», cita a Lusa.

O ano letivo já começou há seis semanas e, mesmo assim, continua a haver milhares de alunos sem professores. O problema afeta, também, os diretores escolares, que continuam com problemas a lidar com a Bolsa de Contratação de Escola (BCE), para conseguir resolver as falhas nas suas escolas.

A Fenprof lembrou que, em 2015, «além dos procedimentos concursais que este ano se verificaram (mobilidade interna, contratação inicial, reserva de recrutamento e bolsas de contratação de escolas) e de outros procedimentos como a mobilidade por doença ou as permutas, que ainda não foram concretizadas», haverá ainda um concurso interno intercalar e o primeiro concurso externo, que resulta do limite de cinco anos em contrato a termo.

«Um concurso nacional é sempre mais fácil de gerir. Se as 812 escolas e agrupamentos portuguesas abrissem concursos tipo BCE [Bolsa de Contratação de Escola], no próximo ano teríamos 20 mil concursos», alertou ainda Mário Nogueira.