Uma delegação da Federação Nacional de Professores (Fenprof) entrega, esta quinta-feira, no Ministério da Educação e Ciência, em Lisboa, uma petição em defesa da escola pública de qualidade.

O abaixo-assinado, que, segundo a Fenprof, já foi subscrito por mais de 15 mil professores, é entregue no dia em que dirigentes e delegados sindicais do setor da Educação concentram-se junto ao ministério, na Avenida 5 de Outubro, no âmbito da iniciativa da CGTP «Marchas em Defesa do Emprego, dos Salários e das Funções Sociais do Estado».

Com a petição, a maior federação sindical de professores, afeta à CGTP, pretende reclamar «medidas que melhorem as condições de trabalho nas escolas, reforcem o financiamento da escola pública e ponham termo a alterações avulsas impostas ao sistema educativo, que nada contribuem para a sua estabilidade».

Os subscritores exigem a redução do número de alunos por turma e de turmas por professor, o fim da prova de avaliação de conhecimentos e capacidades para docentes, a vinculação dos professores contratados e a «avaliação rigorosa da necessidade da manutenção dos contratos» com escolas privadas.

Da concentração, os manifestantes seguem, em marcha, para as imediações da residência oficial do primeiro-ministro, onde se juntam a outros, provenientes dos ministérios da Saúde e da Segurança Social.

De acordo com a Fenprof, o abaixo-assinado será dirigido, igualmente, à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves.