A Federação Nacional da Educação (FNE) informou, em comunicado, que há centenas de escolas encerradas por todo o país devido à greve dos docentes, que ocorre esta quarta-feira, dia de exames nacionais.

"Neste momento, podemos contabilizar centenas as escolas que estão encerradas, por todo o país, e centenas de reuniões previstas para hoje que não estão a ser realizadas", destaca a FNE em comunicado. 

A FNE acrescenta que mesmo os professores que estão a garantir os serviços mínimos decretados, "não deixam de manifestar a sua insatisfação".

Mesmo os docentes que estão a garantir os serviços mínimos decretados, embora não deixando de cumprir as obrigações que lhes estão atribuídas, não deixam de manifestar a sua insatisfação pela ausência de medidas concretas que possam modificar os problemas que têm sido identificados do ponto de vista do seu estatuto profissional." 

Por sua vez, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) afirmou que estão a ser “cometidas ilegalidades” em várias escolas no que diz respeito às convocatórias de professores para assegurar os serviços mínimos.

De acordo com Mário Nogueira, em vários pontos do país estão convocados mais professores do que aqueles que são necessários para assegurar a realização das provas de aferição e dos exames nacionais.

A greve dos professores não afetou a realização dos exames nacionais nas escolas secundárias do Algarve, disse à agência Lusa a coordenadora regional do Sindicato dos Professores da Zona Sul, Ana Simões.

"Os exames estão a decorrer com normalidade nas escolas do Algarve, não havendo conhecimento de quaisquer impedimentos devido à greve dos professores."

A dirigente sindical indicou que "essa normalidade decorre ao facto de estarem assegurados os serviços mínimos".

Ana Simões acrescentou que os efeitos da greve "podem, eventualmente, fazer-se sentir durante a tarde, com a não realização das reuniões de avaliação agendadas para esse período".

No Porto, na secundária Clara de Resende, onde as greves de funcionários públicos e de professores costumam ter impacto no seu normal funcionamento, a paralisação não se fez sentir, cumprindo-se todos as provas programadas, quer os exames do 11.º como a prova de equivalência do 9.º ano.

O nervoso existia entre alunos do 11.º ano, mas apenas pela incerteza dos conteúdos dos exames marcados para hoje e não pela greve.

A greve também não se fez sentir no Agrupamento de Escolas de Benfica, em Lisboa, onde à hora marcada os alunos entraram nas salas de aula para realizar os exames nacionais e as provas de aferição.

Os professores estão esta quarta-feira em greve, para a qual foram decretados serviços mínimos, em dia de exames nacionais do ensino secundário e provas de aferição do ensino básico.

A Federação Nacional da Educação (FNE) e a Fenprof decidiram manter a greve dos professores marcada para esta quarta-feira, dia de exames nacionais, depois de não terem chegado a acordo com a tutela.

Os docentes reivindicam a abertura de concursos de vinculação extraordinária para docentes contratados, um regime especial de aposentação, o descongelamento de carreiras e uma redefinição dos horários de trabalho..

O Ministério da Educação assegura estarem reunidas as condições para que os exames nacionais e as provas de aferição se realizem dentro da "necessária normalidade" com a fixação dos serviços mínimos.