A Associação de diretores de escola (ANDAEP) defende que os exames do quarto e do sexto ano devem ser adiados, devido às complicações na colocação de professores.

 

Outubro chega ao fim com muitos alunos  - o Ministério não revela quantos, mas a Fenprof fala em 35 mil - sem todos os professores. Há 128 horários completos de docentes ainda por preencher. Um mês e meio depois das aulas terem começado e da maioria dos estudantes já estar a realizar os primeiros testes do período, outros há que ainda não começaram a estudar a matéria. Desigualdades que os diretores querem minimizar, com uma proposta que visa alterar a data dos exames do básico «de maio para junho», segundo Filinto Ramos Lima explica ao «JN»

 

Também a outra associação de diretores, a ANDE, na voz de Manuel Pereira, discorda que os exames se efetuem em maio.

 

Mas, mesmo que as datas dos exames sejam alteradas, há um problema pelo meio que tem de ser resolvido: como é que os alunos vão ser compensados pelo mês e meio de aulas que perderam e cumprir os programas que saem nos exames.

 

Esse problema ramifica-se, por seu turno, em dois. Por um lado, as aulas têm de ser pagas e, para isso, é preciso capacidade financeira.

 

Por outro, onde é que se vão encaixar estas aulas extras quando os alunos já têm uma carga horária grande. Em disciplinas como a matemática e o português, já estão perdidas cerca de 20 horas letivas.

 

Questões que os diretores analisaram no JN, mas para as quais não há respostas. Uma situação que a todos preocupa, das escolas aos pais dos alunos e, naturalmente, os professores.

 

A Fenprof veio dizer que esta situação seria «positiva» se estivéssemos em agosto e não a meio do primeiro período. Manuel Pereira da ANDE lamenta que se tenha chegado a esta situação: «Numa semana colocámos mais professores do que o Ministério num mês», escreve o «JN».