Escolas do ensino artístico e conservatórios já têm ocupadas 71 vagas de professores, tendo algumas ficado por preencher por falta de candidatos que cumprissem os requisitos, informou esta segunda-feira o Ministério da Educação (MEC).

Citando a Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGAE) o Ministério, em comunicado, explica que as 71 vagas preenchidas referem-se às listas de colocação, não colocação e exclusão dos concursos externos extraordinários das escolas do ensino artístico especializado de música, dos Conservatórios de Coimbra, Lisboa e Porto, e também da Escola de Dança do Conservatório de Lisboa e do Instituto Gregoriano de Lisboa.

O concurso, com efeitos que reportam ao dia 01, «é mais uma medida de consolidação e estabilização do quadro de recursos humanos do sistema educativo e das escolas envolvidas, que vem complementar a vinculação em 2013 pelo MEC de 34 docentes nas escolas do Ensino da Música e da Dança».

«Somando as vagas agora preenchidas para o ensino artístico especializado às mais de 600 preenchidas no ensino regular no ano passado e às 1.954 abertas já este ano, foram desde o início da legislatura até ao momento vinculados por este Governo aos quadros do Ministério da Educação e Ciência quase 2.700 professores», acrescenta-se no documento.

Sindicatos e responsáveis de escolas tinham alertado na semana passada que as escolas de ensino artístico especializado e os conservatórios públicos não iniciaram as aulas porque só na segunda-feira (dia 15) receberam a autorização para contratar as centenas de professores necessários ainda por colocar.

Às escolas secundárias de ensino artístico especializado de Lisboa e Porto (António Arroio e Soares dos Reis, respetivamente) e aos conservatórios de música e dança públicos só na segunda-feira chegou, já perto das 20:00, a autorização para lançar um concurso de contratação para as necessidades desses estabelecimentos, denunciou na altura a Federação Nacional de Professores (Fenprof).

«Neste momento as escolas estão absolutamente impossibilitadas de trabalhar. O conservatório de Coimbra, que tem pouco mais de 100 docentes, falta-lhe neste momento 70, porque grande parte deles são professores da contratação. E, dos 70 que faltam, sabe que 17 irão provavelmente entrar na vinculação extraordinária, mas, como ainda não entraram, a escola, à partida, vai ter que contratar os professores que serão dos quadros», disse na semana passada à Lusa o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira.