As listas dos professores colocados nos 4.368 horários pedidos pelas escolas foram hoje divulgadas e deixam de fora cerca de cem docentes que tinham sido colocados na primeira Bolsa de Colocação de Escola (BCE), revelou o Ministério da Educação.

Segundo o gabinete de comunicação do Ministério da Educação e Ciência (MEC), foram hoje «publicadas as listas de colocação de docentes, no âmbito da Reserva de Recrutamento 03 (RE3), e notificados os candidatos e as escolas em relação aos horários atribuídos na sequência da Bolsa de Contratação de Escola 02 (BCE2)».

No total, foram colocados à disposição dos professores 4.368 horários da Reserva de Recrutamento 3 e da BCE2.

«Estavam disponíveis nestes dois procedimentos concursais novos horários solicitados pelas escolas até ao início desta semana, bem como outros não preenchidos em procedimentos anteriores», refere o MEC.

Dos 1.460 horários disponibilizados pela RE3, foram preenchidos 1.056 por professores contratados e outros 308 foram transferidos para a BCE2. Ou seja, ficaram ainda por preencher 96 horários.

Já no caso da BCE2, foram disponibilizados 3.216 horários e preenchidos 2.997, sendo que, destes, alguns poderão ficar vazios, já que os professores podiam concorrer a mais do que um horário e poderão agora recusar uma colocação.

A polémica em torno dos erros detetados na primeira BCE, que acabou por ser anulada, levou a que cerca de 150 professores colocados ficassem sem escola atribuída.

Segundo o Ministério, cerca de cem desses docentes vão continuar sem colocação: «Dos candidatos erradamente colocados na primeira BCE e que não obtiveram colocação após a correção da mesma, na semana passada, permanecem cerca de uma centena», refere o MEC.

No entanto, o Ministério diz que alguns destes professores poderão ainda obter colocação nos procedimentos seguintes, em lugares que venham a não ser ocupados, decorrentes da aceitação de colocação por outros docentes ou nas necessidades que as escolas vierem entretanto a declarar.

«As futuras colocações destinam-se a dar continuidade à colocação através do processo de Bolsa de Contratação de Escola e a resolver situações pontuais que possam surgir por motivo de baixas médicas ou outros».

Segundo as contas do Ministério, depois destes dois procedimentos concursais continuam 312 professores dos quadros sem componente letiva.