Por: tvi24 / CP | 23- 9- 2011 21: 37
O Ministério da Educação e Ciência (MEC) garante que nenhum professor «foi ultrapassado por outro menos bem posicionado
na lista» de candidatos a horários na segunda bolsa de colocação de professores, contrariando o que dizem sindicatos.
Num
comunicado citado pela Lusa, o MEC «assegura que nenhum professor foi ultrapassado por outro professor menos bem posicionado
na lista ordenada», se ambos se candidataram ao mesmo tipo de horário e à mesma escola.
Os sindicatos da Federação
Nacional dos Professores (Fenprof) manifestaram-se esta sexta-feira contra o que consideram uma «manipulação» de dados na
bolsa de colocações, afirmando que as escolas foram impedidas de lançar horários anuais como tal e que a aplicação informática
dos serviços do ministério atribuiu horários que foram divulgados como temporários (e que eram anuais) a professores menos
graduados porque os mais graduados não se candidataram a horários anuais.
O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira,
afirmou que, entre os dias 15 e 20 de Setembro, a aplicação informática do concurso não permitiu às escolas lançar horários
anuais a concurso.
O ministério desmente e diz que para a bolsa de dia 19 de Setembro as escolas «puderam optar,
tal como em 2010/2011, entre horários anuais e temporários, seleccionando na aplicação informática a opção correspondente
à necessidade pedida».
«A um determinado horário será atribuído o primeiro professor da lista que tenha escolhido
a escola a que o horário pertence», indicou o ministério, que assegurou que «as diferentes opções de cada candidato são rigorosamente
respeitadas neste processo».
Quanto ao facto de este ano na bolsa de recrutamento terem sido atribuídos 14 por cento
de horários anuais contra 71 por cento no ano passado, segundo dados dos sindicatos, a tutela justifica com «o facto dos horários
anuais terem sido colocados a concurso na bolsa de recrutamento de 12 de Setembro», a primeira depois do concurso de colocação
de contratados.
«Todos os candidatos podem concorrer aos contratos a nível de escola, independentemente das suas
anteriores opções recaírem sobre horários anuais, pois estas não se aplicam na contratação a nível de escola», acrescenta
o ministério no comunicado.
Apesar de a Fenprof ter declarado que vai pedir à Procuradoria-Geral da República que
investigue se houve «manipulação de concurso público», o ministério considera que está «esclarecida toda a situação» e que
o concurso decorre «com toda a normalidade, transparência e rigor».
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