O atraso na certificação de alguns professores destacados para classificar o teste de inglês Cambridge poderá atrasar a realização das orais, alertou a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

A realização da componente oral da prova de inglês começou na segunda-feira em algumas escolas e, segundo o vice-presidente da ANDAEP, há docentes que ainda não receberam a certificação da formação exigida para poder fazer as orais.

Segundo o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), dos quase 2.400 professores envolvidos no processo de classificação, 1.500 já concluíram a formação destinada a classificar a prova nas componentes oral e escrita, mas o processo de certificação «ainda decorre».

«O Ministério da Educação tem de ser mais rápido a agir, porque não podemos pedir aos professores sem certificação para fazer as orais», contou à Lusa Filinto Lima, explicando que, neste momento, o problema «ainda não está a causar grandes efeitos negativos, porque a maioria das orais deverá começar na próxima semana».


A avaliação oral decorre até 22 de maio, cabendo a cada escola decidir o dia e a hora para a realização do teste. Já a prova escrita vai realizar-se a seis de maio para todos os alunos.

À Lusa, o vice-presidente da ANDAEP revelou que «hoje, nas escolas de Gaia, estava prevista a realização de provas orais, com base num calendário feito na semana passada», mas tiveram de substituir "à última da hora" um docente que ainda não tinha certificação.

«Há um atraso na certificação e o ministério tem de agilizar este procedimento administrativo», alertou Filinto Lima.


O Preliminary English Test (PET) envolve, no total, 111 mil alunos, na sua grande maioria do 9.º ano, para quem a prova é obrigatória.

«De outros graus de ensino inscreveram-se para realizar o teste, e obter o respetivo certificado, quatro mil alunos», afirma, em comunicado, o organismo responsável pelas provas e exames em Portugal.

Os professores contestaram a participação nestas tarefas e a necessidade de formação.

A Federação Nacional da Educação (FNE) chegou a acordo com o Ministério da Educação sobre o envolvimento dos docentes da escola pública neste processo, mas a plataforma sindical composta pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e outras seis organizações sindicais mantém a greve a todo o serviço relacionado com este teste.

Quase 2.400 professores estão envolvidos no processo de classificação do teste de Cambridge que decorre nas escolas portuguesas, dos quais 1.500 já concluíram a formação, anunciou o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), segundo a Lusa.

De acordo com o IAVE, o número de alunos do 9.º ano de escolaridade, para os quais a realização do teste é obrigatória, é de 107 mil.

«De outros graus de ensino inscreveram-se para realizar o teste, e obter o respetivo certificado, quatro mil alunos», afirma, em comunicado, o organismo responsável pelas provas e exames em Portugal.

A 6 de maio realiza-se a prova escrita para todos os alunos.