O Ministério Público (MP) acusou três pessoas por burla qualificada e atividade ilícita de receção de depósitos e outros fundos reembolsáveis, revelou hoje a Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto.

"Os factos, sucedidos de abril a dezembro de 2009, reportam-se à criação e gestão, pelos arguidos, de um fundo informal de investimento em valores mobiliários - mercado bolsista -, recebendo de terceiros quantias monetárias com vista à aplicação, conforme convicção criada em cada investidor, nas bolsas de Frankfurt, Londres, Madrid, Nova Iorque, Chicago, S. Paulo, Tóquio, Hong Kong e Sidney e numa plataforma do Commerzbank em Telavive", lê-se numa nota da PGD do Porto.

De forma periódica, os arguidos enviavam a cada investidor um relatório para dar conta do estado das suas aplicações financeiros, mas a informação era falsa porque atribuía-lhes valores superiores à posição que detinham, frisou.
 

"Serviam para reforçar no investidor a convicção do investimento e angariar, através de passa-palavra, novos investidores."


Durante nove meses, os suspeitos conseguiram angariar 40 investidores, obtendo 225 mil euros.