A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia alertou esta segunda-feira para a existência de "uma grande percentagem" de crianças em idade escolar com défices da função visual, que podem interferir com as capacidades de aprendizagem, realçando a importância da deteção precoce.

Entre as doenças que mais afetam as crianças, estão, segundo aquela entidade, os erros refrativos, a ambliopia e o estrabismo.

O método mais adequado de deteção é através de rastreios, adianta um comunicado da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), apontando que o primeiro rastreio deve ocorrer antes dos três ou quatro anos.

"Estima-se que cerca de uma em cada cinco crianças em idade escolar tenha défices de função visual, provocado por uma destas patologias (ou outras menos frequentes) e nem todas recebem a ajuda que merecem”, diz Pedro Menéres, membro da direção da SPO, citado no comunicado.


Para Pedro Menéres, o ideal seria a existência de um programa nacional de rastreio dos fatores que levam à ambliopia a todas as crianças, a partir do primeiro ano de idade.