O Tribunal da Relação do Porto condenou hoje a três anos de prisão, com pena suspensa, um militar da GNR que em outubro de 2006 matou a tiro um jovem e provocou ferimentos graves noutro, durante uma perseguição policial.

Segundo Pedro Carvalho, um dos advogados do processo, o arguido foi condenado por um crime de homicídio por negligência, na pena de dois anos e oito meses, e por um crime de ofensas à integridade física por negligência, numa pena de oito meses.

Em cúmulo jurídico, a pena única foi fixada em três anos de prisão, suspensa por igual período.

O arguido foi ainda condenado a 120 dias de multa, à taxa diária de 7,5 euros, o que perfaz um total de 900 euros.

O caso remonta à madrugada do dia 03 de outubro de 2006 e refere-se a uma perseguição policial que teve início na zona das Guardeiras, na Maia, e terminou no Porto, perto da Escola Secundária Garcia de Orta, quando um militar da GNR disparou e matou um jovem de 21 anos e provocou ferimentos graves noutro de 18.

Ambas as vítimas seguiam no banco de trás da viatura em fuga.

Na primeira instância, o arguido tinha sido absolvido.

A Lusa contactou o advogado do arguido, Luís Vaz Teixeira, que disse ainda não ter sido notificado do acórdão, acrescentando apenas que «a confirmar-se a pena, muito provavelmente interporá recurso».

Entretanto, está marcado para 27 de janeiro o início do julgamento em que o mesmo militar da GNR é acusado de tentativa de homicídio dos dois ocupantes do banco da frente da viatura em fuga.