Duas mulheres, mãe e filha, ficaram em prisão preventiva por suspeitas de burla qualificada e branqueamento praticados sobre uma idosa de 90 anos, informou esta sexta-feira o Ministério Público.

Segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), a vítima foi uma idosa com dificuldades de visão e com debilidades anímica e psíquicas e a decisão da prisão presentiva foi tomada pelo tribunal da comarca Oeste-Sintra.

As arguidas, que conheciam a vítima, estão indiciadas de terem engendrado um estratagema para se apoderarem do vasto património da idosa, convencendo-a de que necessitava de alguém que gerisse as suas contas bancárias e os imóveis que tinha arrendados.

A vítima colocou as contas bancárias em nome das duas arguidas que depois disso se apoderaram de elevadas quantias em dinheiro, acrescenta a PGDL.

As detidas estão também indiciadas de terem conseguido que a vítima celebrasse uma escritura de venda de um imóvel a favor de uma das arguidas, pelo preço declarado de 23.140,00 euros, correspondente ao valor de avaliação para efeitos de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) sem que haja indícios de terem pago o preço mencionado na escritura.

De forma concertada, as detidas terão criado na vítima a imprescindibilidade do sei apoio diário, deixando de lhe prestar auxílio para que esta alterasse o testamento a favor de ambas.

Durante o período em que esteve submetida à vontade das arguidas, a vítima mostrava um aspeto descuidado, falta de higiene e tinha um cheiro nauseabundo.