Os guardas prisionais da cadeia da Carregueira, no concelho de Sintra, iniciaram esta sexta-feira uma greve que dura até às 00:00 do dia 9 de agosto.

A paralisação, decretada pelo Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional (SICGP), visa chamar a atenção para a “falta de confiança [dos guardas prisionais] na chefia”.

Neste primeiro dia, a adesão à greve é de “52%”, de acordo com fonte sindical, que admite que a “intimidação” e as “ameaças” aos guardas levam a que muitos não adiram, “mas espera que número suba nos próximos dias”.

Os guardas reclamam “ a gestão deficitária das escalas de serviço” que “colocam em risco a segurança”.

Antes de avançarem para a paralisação, os guardas recorreram à Direção Geral dos Serviços Prisionais, que “nada fez”, de acordo com o SICGP.

A greve de dez dias vai colocar restrições nas visitas dos presos, que só vão ter direito a uma visita da família neste período. O mesmo acontecendo com os advogados, que só entram caso o assunto com o recluso “seja urgente”.
Os serviços mínimos decretados asseguram apenas “medicação, higiene, alimentação e pátio” aos reclusos. O sindicato recorreu ao Tribunal Arbitral para definição dos serviços mínimos, entendendo que a definição destes, em momentos anteriores, “esvaziou o direito à greve”.