Os bombeiros sapadores e municipais vão aderir, na sexta-feira, à greve da função pública, mantendo apenas os serviços de socorro, disse hoje à agência Lusa o presidente do Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais (SNBP).

Fernando Curto afirmou que «qualquer situação de socorro será salvaguarda, mas há uma série de serviços que vão ser afetados» pela greve dos bombeiros profissionais, como vistorias, abertura de portas e recolha de animais.

O SNBP espera uma grande adesão dos bombeiros sapadores e municipais, tendo em conta os cortes nos vencimentos e a diminuição do número de efetivos.

«Temos muita dificuldade em saber como vamos viver no próximo ano», referiu Fernando Curto, adiantando que atualmente os bombeiros já sofreram cortes nos vencimentos e «muitos deles não conseguem pagar todos os encargos», situação que se vai agravar em 2014.

Segundo o presidente do sindicato, os bombeiros profissionais têm uma profissão de alto risco, necessitando de estar preparados psicologicamente porque salvam vidas, mas com problemas financeiros é difícil manter esta estabilidade.

«O primeiro socorro pode estar risco», disse, acrescentando que a falta de efetivos também está a causar problemas.

Estimativas do sindicato apontam para um falta de 3.000 bombeiros municipais e sapadores, tendo-se nos últimos anos registado saídas para a aposentação e emigração, lugares que não foram preenchidos.

A greve dos bombeiros profissionais começa às 20:00 de hoje no Regimento do Sapadores dos Bombeiros, em Lisboa, estando prevista a presença do secretário-geral da UGT, Carlos Silva.