Três associações socioprofissionais de militares vão entregar na próxima semana ao Presidente da República um documento a pedir a Cavaco Silva que não promulgue o Orçamento do Estado para 2014 e a fiscalização preventiva do mesmo.

«As associações [de sargentos, oficiais e praças] estiveram reunidas e decidiram avançar com uma iniciativa no dia 18 e que passa por levar um documento ao senhor Presidente da República onde se apela à não- promulgação do Orçamento do Estado, mas também à fiscalização preventiva do documento», adiantou esta quinta-feira à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS), Lima Coelho.

A ANS, a Associação de Praças (AP) e a Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) estiveram reunidas na quinta-feira à noite para discutir os problemas que afetam os militares e para decidir sobre eventuais ações de luta.

«Vamos entregar o documento ao senhor Presidente da República, vamos deixar nas suas mãos e apelar a que na sua qualidade de mais alto magistrado da nação, mas também como comandante supremo das Forças Armadas, que não deixe este diploma avançar, caso contrário vai trazer um agravamento profundo aos cidadãos em geral e aos militares, na sua vertente profissional», sublinhou Lima Coelho.

O presidente da ANS lembrou ainda que o Orçamento do Estado vai afetar os cidadãos em geral, com o decréscimo da qualidade de vida, e dos militares, com a redução da capacidade de desempenho das missões e dos cortes em termos de pessoal e material.

Os representantes das três associações vão deslocar-se dia 18 de dezembro à Casa Militar da Presidência da República às 18:30, para entregar o documento conjunto.