O Presidente da República referiu-se esta quinta-feira ao Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) como "uma joia da coroa da museologia portuguesa" e "o grande museu da arte portuguesa" e considerou "esmagador" o espaço renovado no terceiro piso, onde estão os célebres painéis de S. Vicente

Se o Presidente da República está pela segunda vez em poucos meses neste museu é porque se associa com gosto à cada vez maior perceção pública de que esta é, à sua maneira, uma joia da coroa da museologia portuguesa, sem prejuízo de tantos e tantos museus nacionais, regionais, municipais", declarou Marcelo Rebelo de Sousa, na cerimónia de inauguração da nova ala do museu.

O chefe de Estado disse que o MNAA "é o grande museu da arte portuguesa, o primeiro museu de Portugal" e rejeitou que haja uma contradição entre este e outros espaços museológicos.

É uma falsa antinomia, porque este museu só será grande na medida em que todos os demais se afirmarem por esse país que é Portugal. E todos os demais museus só serão grandes na medida em que se reconheça a especificidade do MNAA", reforçou Marcelo, ouvido pela Agência LUSA.

150 euros do próprio bolso

A nova visita do Presidente da República ao MNAA ocorreu no dia em que foi apresentado ao público o quadro de Domingos Sequeira, "A Adoração dos Magos", de 1828, adquirido graças a uma campanha de angariação de fundos, para a qual, Marcelo, a título pessoal, contribuiu com 150 euros.

O quadro está no terceiro piso do Museu, um novo espaço que Marcelo Rebelo de Sousa considerou ser " esmagador, porque, primeiro, é um espaço que se presta à exposição, e em segundo lugar, porque foi seguido um critério cronológico", que permite acompanhar "a história do país e a história da arte do país".

"É o sétimo céu da pintura portuguesa" referiu o chefe de Estado falando do novo setor do Museu, o terceiro piso, onde estão também os famosos Painéis de São Vicente. Aí se encontram também pinturas de Vieira Portuense, Vasco Fernandes e Fernão Gomes", num total de "152 peças de pintura e 91 de escultura do século XIV ao século XIX".

Marcelo Rebelo de Sousa voltou a apoiar a atribuição de um estatuto jurídico ao MNAA que lhe permita "aumentar paulatinamente a sua capacidade de atrair mecenas e de realizar parcerias", tendo em conta os atuais "constrangimentos orçamentais, que são fatais numa instituição como esta".