Uma voluntária que se dedica desde há 52 anos ao apoio hospitalar a doentes com cancro, um sénior que ensina natação adaptada, uma empresa e dois projetos com jovens foram distinguidos, esta sexta-feira, com o Troféu Português do Voluntariado.


Atribuída desde 2009 pela Confederação Portuguesa do Voluntariado, a distinção, revelada na véspera do Dia Internacional do Voluntariado, teve este ano 50 candidaturas, o dobro dos candidatos em relação ao ano passado.

O prémio Carreira distingue Maria Emília Vergueiro, uma voluntária do núcleo sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro, “por toda uma vida de 52 anos dedicada ao voluntariado hospitalar, sendo considerada fundadora deste tipo de voluntariado”, disse à Lusa João Teixeira, presidente da CPV.

O prémio geral foi atribuído aos voluntários Maria Aida Silva, Paula Miranda e Vasco Antunes, no âmbito de um projeto desenvolvido no âmbito da empresa Resiquímica, por ser “um projeto de todos e para todos”, como considerou o júri.

Na categoria Jovem, o prémio foi atribuído ex-aequo a dois projetos, pertencentes a jovens com idades entre os 18 e os 30 anos, um dos quais desenvolvido pela equipa de voluntariado do projeto “Rua com Saúde”, promovido pela Associação Vox Lisboa, e o outro por uma equipa de voluntários do Projeto Transforma-te, da Organização Internacional Nova Acrópole - Portugal.

Na categoria sénior, Paulo Alberto Fernandes Gomes, da Fundação AFID Diferença, foi distinguido pelo projeto de voluntariado no centro de atividades ocupacionais de natação adaptada “pelo seu trabalho junto de jovens e de menos jovens, havendo aqui uma questão de intergeracionalidade e da promoção da cidadania através desta ligação intergeracional”.

“São quatro categorias e cinco projetos que podem servir de exemplo, que é para aquilo que serve este troféu. Não só dignificar o trabalho das pessoas, mas também que outras se possam inspirar naquilo que elas fazem”


O responsável afirmou ainda que esta sétima edição registou um “crescendo de candidaturas”, o que “tem um significado importante, na medida em que este troféu tem a particularidade de não atribuir prémios pecuniários”.

“É um certificado de reconhecimento e a atribuição de uma peça de cristal simbólica. Portanto, no contexto de uma sociedade que é muito agarrada aos prémios materiais e aos troféus com dinheiro, nós não temos isso e não está no nosso horizonte alterar isto”, salientou.

O troféu procura reconhecer o trabalho e os projetos dos voluntários que têm uma atividade regular ao longo do ano, enquadrados por organizações de voluntariado ou promotoras de voluntariado ou empresas com uma área de responsabilidade social que promovam também projetos de voluntariado.

A CPV é uma plataforma de 32 organizações, das mais diversas tipologias, representando muitos milhares de voluntários espalhados pelo país nas mais diferentes áreas de intervenção.

O Dia Internacional do Voluntariado é comemorado a 5 de dezembro desde 1985, altura em que foi proclamado pelas Nações Unidas para incentivar e valorizar o serviço voluntário em todo o mundo.


As próximas capitais europeias


Foi também hoje divulgado, pela câmara de Lisboa, que Londres, na Inglaterra, e Sligo, na Irlanda, são as cidades que sucedem a Lisboa em 2016 e 2017, como capitais europeias do voluntariado.

A decisão foi conhecida num evento que assinalou também o encerramento das atividades de Lisboa como Capital Europeia do Voluntariado 2015.

Além de Londres e de Sligo, foram cidades candidatas a Capital Europeia do Voluntariado 2016 e 2017 Cascais, Edimburgo (Escócia), Lucca, Cagliari, Varese, Viterbo e Roma (Itália), Belfast (Irlanda), Bruges (Bélgica) e Perm (Rússia).

No sábado é o Dia Internacional do Voluntariado, proclamado em 1985 pelas Nações Unidas para incentivar e valorizar o serviço voluntário em todo o mundo.