O Município de Lisboa e a cantora brasileira Daniela Mercury são dois dos distinguidos deste ano com prémios Arco-Íris da associação ILGA-Portugal (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero), entregues a quem se destaca na luta contra a discriminação.

O Instituto de Apoio à Criança e a UNICEF Portugal, a peça de teatro «Gisberta», o Município de Lisboa, a cantora brasileira Daniela Mercury, o Conselho Português para os Refugiados e o banqueiro português António Simões são os distinguidos deste ano, por se terem destacado ao longo de 2014 «na luta contra a discriminação em função da orientação sexual e da identidade de género», refere a ILGA num comunicado divulgado esta quinta-feira, dia de Natal, e que é citado pela Lusa.

O Instituto de Apoio à Criança e a UNICEF Portugal são distinguidos por serem referências absolutas na história dos Direitos das Crianças e dos Direitos Humanos em Portugal» e terem sido «muito claros durante o debate sobre a coadoção, dando voz a muitas crianças que deviam ter sido a preocupação central neste processo».

Já a peça de teatro «Gisberta», da autoria de Eduardo Gaspar e com interpretação de Rita Ribeiro, destacou-se por mostrar «a força do preconceito transfóbico - e não deixa esquecer a violência do resultado».

Iniciativas da Câmara de Lisboa, de Juntas de Freguesia da capital e da EGEAC (empresa municipal de gestão cultural de Lisboa), como o Plano de Ação dos Direitos Sociais 2014-2017, o Dia Municipal para a Igualdade, o novo Centro LGBT e o Arco-íris no Jardim, por mostrarem “o quanto o compromisso com a igualdade foi reforçado em 2014”, valem um prémio ao Município de Lisboa.

A «visibilidade e o orgulho» da cantora brasileira Daniela Mercury, que se casou em Lisboa com a sua companheira, «continua a marcar Portugal, um país em que o armário da vergonha ainda é infelizmente o lugar de várias figuras públicas lésbicas, gays ou bissexuais», o que mereceu uma distinção da ILGA.

Tal como Daniela Mercury, o banqueiro António Simões, presidente do HSBC no Reino Unido, é um «gay que faz questão de o afirmar», e, por isso, é outro dos distinguidos este ano pela ILGA.

O facto de Portugal ter passado recentemente a conceder o estatuto de refugiado a quem é alvo de perseguição em função da orientação sexual ou identidade de género, valeu ao Conselho Português para os Refugiados um prémio Arco-Íris.

Os prémios Arco-Íris, que vão na 12.ª edição, serão entregues a 10 de janeiro numa cerimónia com apresentação do humorista Ricardo Araújo Pereira, que irá decorrer no Teatro do Bairro, em Lisboa.

A cerimónia, de entrada livre, contará também com a participação do músico David Fonseca.