As famílias das vítimas da tragédia do Meco acusam os inspetores da Polícia Judiciária de terem passado informação privilegiada a elementos do COPA, a comissão de praxe académica da Universidade Lusófona.
 
Isso mesmo consta de mensagens trocadas entre elementos do COPA e um «honoris dux», a que a TVI teve acesso.
 
A 16 de fevereiro de 2014:
 

«A Andreia entregou a colher mas a PJ disse-lhe que não iam fazer nada com aquilo. Só a foram buscar para a mãe do Negrão se calar…»
 
«A Anabela falou com a PJ hoje, não comentes isto… A PJ disse para ninguém estar preocupado com a queixa-crime»

 
O advogado das vítimas avançou esta quinta-feira com um pedido urgente ao juiz de instrução para que sejam ouvidos, já na próxima semana, quatro inspetores da PJ.
 
A 3 de março de 2014:
 

«Não comentes isto com ninguém, foram informações dadas pela PJ confidenciais… A droga do Tiago é bué pouca e foi consumida entre 72 a 48 horas antes do acidente…»

 
A 9 de março de 2014:
 

«A PJ disse que não vai ouvir este gajo, disse à Anabela que não era credível…»

 
As famílias também querem ver esclarecidas em que circunstâncias foram entregues as roupas de João Gouveia à PJ. A advogada do «dux» diz que foram entregues secas, três meses depois, mas não é isso que diz o relatório da polícia científica, a que a TVI teve acesso:
 

«Todo o material recebido para análise encontrava-se molhado».

 
A TVI tentou ouvir a Polícia Judiciária, chegando mesmo a falar com um dos inspetores que recolheu as roupas de João Gouveia, mas que preferiu, no entanto, remeter-se ao silêncio. Quanto à polícia científica, até ao momento não foi possível obter qualquer reação.