A Fragata Bartolomeu Dias, com mais de 200 militares a bordo, participa até quarta-feira num exercício de combate à pirataria e ao tráfico ilícito de armas e droga no Golfo da Guiné, disse à Lusa o comandante.

Marcelo Correia, comandante da fragata, acrescentou que o exercício se enquadra no programa Obangame Express 14, promovido pela marinha norte-americana e que envolve 21 países dos continentes americano, europeu e africano.

«Esse exercício tem como grande objetivo promover a cooperação entre os países participantes e reforçar a capacidade dos países da região no combate às ameaças que se desenvolvem aqui no ambiente marítimo, em particular a pirataria e o tráfico ilícito, quer de armas, quer de droga», explicou o militar.

O exercício está a ser desenvolvido em duas áreas, uma junto aos Camarões - onde se encontra o navio português, um brasileiro, um da Bélgica e dois navios patrulha africanos, um do Gabão e um dos Camarões - e outra junto à Nigéria.

Consiste em treinar técnicas de abordagem e vistoria em navios cooperantes ou não cooperantes e o navio português «está a servir de navio alvo, simulando um navio suspeito de ter sido pirateado», explicou Marcelo Correia.

«Quando [o navio] é abordado pelas equipas do Gabão e dos Camarões, a equipa de fuzileiros que temos a bordo assiste ao treino e dá instruções», acrescentou o comandante, explicando que a bordo da fragata portuguesa há ainda 16 militares são-tomenses ao abrigo de um programa de cooperação.

Da guarnição do navio português fazem parte 186 elementos, um oficial da marinha francesa e outro da marinha espanhola, mais 16 elementos da guarda costeira de São Tomé e Príncipe.