Pelo menos alguns elementos do grupo de jovens que foi arrastado por uma onda na Praia do Mecosão alunos da Universidade Lusófona de Lisboa, informou o comandante do porto de Setúbal, Lopes da Costa.

De acordo com o mesmo responsável, que já falou com o jovem sobrevivente e que já teve alta do hospital Garcia de Orta, o grupo tinha uma casa arrendada em Alfarim e terá ido passear até à Praia do Meco.

Lopes da Costa adiantou que, segundo a informação do jovem, o grupo de sete amigos, três rapazes e quatro raparigas, estaria sentado à beira-mar quando terá sido surpreendido e arrastado por uma onda grande.

Além deste que conseguiu sair da água e dar o alarme, o cadáver de um rapaz foi resgatado do mar da Praia do Meco e as autoridades continuam as buscas para encontrar os restantes cinco jovens desaparecidos, com idades entre os 21 e os 25 anos.

A Proteção Civil montou uma tenda para receber os familiares dos jovens arrastados pela onda e há uma equipa de três psicólogos ,pronta para dar apoio às famílias. De acordo com o vereador da Proteção Civil Municipal de Sesimbra, Francisco Luís, estão disponíveis dois psicólogos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e um outro dos Bombeiros.

Alguns familiares dos desaparecidos e do jovem que morreu já chegaram à Praia do Meco, onde estão a receber apoio psicológico, numa tenda disponibilizada pela Proteção Civil.

O jovem que sobreviveu ao acidente é de Campo de Ourique, em Lisboa, e está a prestar informações à Polícia Marítima, disse à Lusa o vereador da Proteção Civil Municipal de Sesimbra.

O presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora, não tem memória de um acidente idêntico ao que ocorreu hoje de madrugada na Praia do Meco, que provocou um morto e cinco desaparecidos. «Sabemos que o mar na Praia do Meco é perigoso, que muitas vezes temos bandeira amarela e bandeira vermelha, mas é a primeira vez que há um acidente deste género», disse aos jornalistas o autarca sesimbrense, que se deslocou ao local.

De acordo com Augusto Pólvora, nenhum dos sete jovens surpreendidos pela onda é da região de Sesimbra e pelo menos alguns deles frequentavam a Universidade Lusófona de Lisboa.

A capitania do porto de Setúbal teve algumas dificuldades em localizar os familiares dos desaparecidos e do jovem resgatado do mar sem vida, uma vez que o rapaz que sobreviveu conhecia apenas os colegas da faculdade, mas não as suas famílias.