Os dois tripulantes da aeronave que, esta quarta-feira, colheu mortalmente duas pessoas numa praia na Costa de Caparica, em Almada, ficaram com termo de identidade e residência e serão ouvidos na quinta-feira pelo Ministério Público.

A informação foi prestada pelo capitão do Porto de Lisboa, Paulo Isabel, aos jornalistas, pelas 20:00, num ponto de situação sobre a aterragem de emergência do aparelho na praia de São João.

De acordo com o capitão do porto de Lisboa, uma procuradora do Ministério Público vai na quinta-feira ouvir os dois tripulantes, que já estiveram a ser interrogados pela Polícia Marítima.

De acordo com o mesmo responsável, correm dois processos em paralelo, um de natureza judicial, no âmbito do Ministério Público, e outro de natureza técnica, levado a cabo pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves.

A aeronave realizava um voo de treino que saiu de Cascais e tinha com destino Évora, tendo entrado em contacto com uma torre de controlo reportando problemas.

Os pilotos foram identificados e são portugueses. Vinham num voo de treino de navegação de Cascais para Évora e reportou à torre de controlo um 'mayday', que tinha uma avaria. A avaria foi reportada pouco antes da aterragem forçada e que teria origem no motor", explicou.

Paulo Isabel referiu ainda que, apara além das duas vítimas mortais, a ocorrência, cujo alerta foi dado às 16:51, originou também um ferido ligeiro.

Temos o registo também de uma pessoa ferida, com ligeiras escoriações num braço, numa queda a tentar desviar-se do avião", salientou.

No local do acidente estiverem elementos da Polícia Marítima, a Polícia Judiciária, a GNR, os serviços de Proteção Civil, os bombeiros de Cacilhas e da Trafaria e o Gabinete de Prevenção da Investigação dos Acidentes de Aviação.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou  que vai instaurar um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.

Fonte da PGR adiantou à agência Lusa que “se confirma a instauração” de um inquérito.