O Rui Veloso inspirou-nos e a música trouxe-nos até Porto Covo. Porto de baía de piratas, a Ilha do Pessegueiro ao largo. Mas já lá vamos.

Porto Covo é uma pequena vila alentejana. A geometria das ruas denuncia a história que por aqui passou. O nome da Praça Marquês de Pombal também.

No século XVIII, Porto Covo foi terra de um membro da alta burguesia pombalina. Quis fazer da vila um grande entreposto comercial e mandou desenhar as ruas a régua e esquadro à semelhança da baixa lisboeta.

Dessa época, ficaram as ruas arranjadinhas e o sonho de um grande porto que acabaria por ir para a vizinha Sines.

Porto Covo é porto de pesca e todos os dias o mar dá peixe a terra.

Mas é também sítio de chegadas e partidas para ir visitar a Ilha do Pessegueiro.

Joaquim Matias leva-nos lá. É lobo do mar. Tem 67 anos, quase todos passados na pesca.

Ao saber do mar juntou o saber dos livros e há quase duas décadas que todos os dias faz o percurso até à ilha.

Chegamos. Ilha do Pessegueiro, mas árvores de fruto aqui não há.

Joaquim conta-nos que aqui havia uma fábrica de salga do peixe e que com o passar dos anos o nome evoluiu para pessegueiro.

A Ilha do Pessegueiro, a histórias e as mais de mil gaivotas que aqui vivem são a grande paixão de Joaquim Matias.​