A Polícia Judiciária anunciou esta quarta-feira que as quatro mortes na Póvoa de Varzim ocorreram na sequência de “conflitos com a posse de terrenos e o recebimento das respetivas rendas”, entre o alegado homicida e uma das vítimas.

Em comunicado, a PJ refere que os conflitos já se vinham a arrastar “desde há algum tempo”, entre o suspeito e a sua ex-companheira e familiares desta.

Fonte da mesma polícia adiantou à Lusa que o suspeito da autoria do quádruplo homicídio que ocorreu na Estela, Póvoa de Varzim, é levado às 14:30 ao juiz de instrução criminal de Vila do Conde.

O suspeito, de 44 anos, foi detido na quinta-feira, em Valença, assumindo a autoria do crime no momento da detenção, quando tinha em sua posse duas armas de fogo, “uma pistola 6.35 e um revolver 32”, disse à Lusa o tenente-coronel Silva Ferreira, do Comando Territorial da GNR do Porto.

O crime ocorreu cerca das 09:00 e o suspeito, um empresário de 42 anos, que, segundo a GNR, durante vários anos esteve ligado à área da comercialização de tetos falsos, foi detido cerca das 10:15, na autoestrada A3, em Valença.

Segundo fonte do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo, o suspeito foi detido "após ter sofrido um despiste" ao quilómetro 110 daquela autoestrada, no sentido Porto-Valença, a cerca de dois quilómetros da entrada da ponte internacional de Valença.

As quatro vítimas mortais, ex-mulher, ex-sogros e ex-enteado, tinham idades entre os 23 e os 70 anos.

A PJ acrescenta que “o detido muniu-se com duas armas de fogo e dirigiu-se à residência das vítimas e, ao longo do percurso que fez pelo seu interior, foi disparando à queima-roupa sobre as vítimas e à medida que com elas se deparava”.

No decurso das diligências efetuadas, acrescenta a PJ, “foram apreendidas seis armas de fogo, duas das quais utilizadas nos homicídios”, bem como “centenas de munições”.