Um português acusado de cumplicidade no furto de um táxi em Hong Kong, em 17 de março, foi condenado esta segunda-feira a 60 dias de prisão e saiu em liberdade por ter cumprido a pena em regime de detenção preventiva.

Fonte ligada ao processo revelou que o cidadão português, natural da Póvoa de Varzim, foi igualmente sentenciado ao pagamento de 1.000 dólares de Hong Kong (109 euros).

A sentença foi ditada pelo tribunal de pequena criminalidade da região administrativa especial da China e o consulado de Portugal em Macau prestou apoio consular ao português, desde a detenção.

Fugiram com o táxi

O português, de 28 anos, e o sul-africano, de 26, foram detidos pela polícia de Hong Kong nas primeiras horas da madrugada de 17 de março, depois de o táxi onde seguiam, que furtaram em Sheung Wan, ter embatido contra outra viatura de aluguer.

Antes do acidente em Morrison Street, supostamente causado pelo sul-africano, que conduzia o táxi, a polícia tinha sido alertada para o furto do táxi.

De acordo com as autoridades policiais, o português e o sul-africano entraram cerca das 04:00 no táxi em Lan Kwai Fong, o centro de entretenimento noturno de Hong Kong.

Os dois tinham como destino o terminal de cruzeiro de Kai Tak, mas detetaram que não tinham a quantia necessária para pagar a viagem de táxi, pelo que o português acordou com o taxista a paragem em Sheung Wan, para levantar dinheiro numa caixa automática.

O português e o motorista deslocaram-se à caixa e o sul-africano ficou no táxi, a curta distância.

O sul-africano ocupou o lugar do condutor e o português correu para o táxi e entrou, com a viatura a abandonar rapidamente o local, deixando para trás o taxista, que chamou a polícia.

Bateram noutro carro e fugiram

Em Morrison Street, o táxi conduzido pelo sul-africano chocou contra outro e os dois homens colocaram-se em fuga.

A polícia deteve os dois homens em Connaught Road West e o teste de alcoolemia realizado ao sul-africano foi positivo, com um nível de álcool no sangue acima do limite.

O sul-africano foi acusado de condução em estado de embriaguez, apropriação ilegítima de veículo, falta de pagamento e não paragem após o acidente de viação com outro táxi.

O português foi indiciado de cumplicidade no furto de veículo, ausência de pagamento do frete e fuga do local do acidente com outra viatura.

Ambos ficaram presos preventivamente até à realização do julgamento.