A Polícia Marítima resgatou mais de 2.200 migrantes em quatro meses de missão na ilha grega de Lesbos, tendo colaborado não só em missões de busca e salvamento, mas também de detenção de alegados traficantes de pessoas.

Em comunicado, a Polícia Marítima (PM) dá conta de que, entre 1 de outubro de 2015 e 31 de janeiro de 2016, resgatou 2.273 migrantes das águas do Mediterrâneo, entre as quais 574 bebés e crianças e 471 mulheres.

De acordo com a PM, que está em missão na Grécia ao abrigo da operação Poseidon Rapid Intervention, as pessoas foram resgatadas no decorrer de 59 missões de busca e salvamento, tendo sido também recuperados cinco corpos.

Foi necessário prestar os primeiros socorros a 16 pessoas, tendo sido administrado oxigénio e, em quatro casos, aplicadas manobras de suporte básico de vida.

Além dos resgatados, a PM conseguiu também deter quatro pessoas, alegadamente, por tráfico de seres humanos.

“Todos os elementos da equipa possuem formação em Suporte Básico de Vida e Oxigenoterapia e têm a bordo equipamentos de oxigenoterapia e de monitorização dos valores de oxigénio no sangue e dos batimentos cardíacos. São a única equipa a possuir esta capacidade dentro das equipas congéneres que atuam neste momento na Ilha de Lesbos”, lê-se no comunicado.

Acrescenta que esta particularidade revelou-se fundamental na reanimação de um homem que sofreu um ataque cardíaco a bordo, de duas mulheres e de duas crianças.

O trabalho da Polícia Marítima foi reconhecido através de um louvor público da Guarda-Costeira grega, a 16 de outubro, por ter ajudado na detenção de um “facilitador já referenciado e considerado perigoso, perseguido pelas autoridades gregas há mais de dois meses”.

Mais recentemente, a 3 de dezembro, a equipa da PM recebeu a embarcação ARADE para reforço das capacidades operacionais, “garantido a existência de meios em caso de necessidade ou durante o período de manutenção da embarcação TEJO”.

Além disso, e desde o dia 4 de janeiro de 2016, a equipa de seis elementos foi reforçada com mais um agente.

“A PM vai manter o seu apoio à Guarda-costeira grega, com o objetivo de cooperar no controlo e vigilância das fronteiras marítimas gregas e no combate ao crime transfronteiriço, integrada na missão da agência FRONTEX, até ao dia 30 de setembro de 2016”, conclui.