Portugal poderá contribuir com um contingente de até 30 militares do Exército na coligação multilateral no Iraque em missões de formação e treino, durante o ano de 2015, disseram à Lusa fontes da Defesa.

De acordo com as fontes, o Governo manifestou a disponibilidade para enviar até 30 militares durante o ano de 2015, em datas a definir, para operações de apoio à formação e treino de militares na coligação multilateral no Iraque.

Questionado esta terça-feira na comissão parlamentar de Defesa Nacional sobre a participação portuguesa na coligação internacional contra o autodenominado Estado Islâmico, o ministro da tutela, José Pedro Aguiar-Branco, escusou-se a fornecer dados concretos por se realizar em seguida a reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional.

Perante os deputados, Aguiar-Branco reiterou contudo a posição do Governo português sobre a matéria, frisando que o executivo «não tem dúvidas» sobre de que lado se deve colocar e que já manifestou todo o apoio político e diplomático.

O Conselho Superior de Defesa deu hoje parecer favorável a «uma missão de assistência e apoio» no Iraque, no âmbito da NATO, e «à possibilidade de participação na coligação multilateral» com «formação e treino militar».

«Face às recentes preocupações de segurança internacional, o conselho analisou e deu parecer favorável a uma missão de assistência e apoio, no âmbito OTAN [Organização do Tratado Atlântico Norte, NATO], e à possibilidade de participação na coligação multilateral no Iraque, no quadro da formação e treino militar», veiculou aquele órgão através de um comunicado lido pelo secretário do Conselho, o general João Goulão de Melo.