O ministro da Educação de Angola, Pinda Simão, disse hoje em Lisboa que o envio de 200 professores portugueses para ao país depende da criação de «condições» para a receção dos docentes.

«O projeto "Saber Mais" prevê receber 200 professores. De qualquer forma, essas ações são asseguradas desde que as duas partes consigam organizar as condições», disse.

«No caso de Angola, as condições de acolhimento e outras que permitam que as pessoas que forem para lá trabalhar estejam em condições favoráveis para poderem desenvolver o seu trabalho», acrescentou o ministro da Educação angolano, quando questionado pelos jornalistas sobre o eventual envio de duas centenas de docentes portugueses, uma medida anunciada ainda pelo ex-primeiro-ministro português José Sócrates, numa visita a Angola.

Pinda Simão, que se reuniu hoje em Lisboa com o ministro da Educação português, Nuno Crato, afirmou que Angola quer «fazer incidir esforços» na qualidade do ensino, referindo que em três províncias, Namibe, Benguela e Cabinda, há professores portugueses que estão envolvidos na formação de professores, em Língua Portuguesa, Matemática e Educação Física.

De acordo com Nuno Crato, os representantes dos dois países falaram sobre a avaliação dos alunos, o ensino profissional, a formação e avaliação de professores, a inspeção do ensino e áreas de organização do sistema educativo.

«São áreas fundamentais para assegurarmos a qualidade de ensino que possa responder à expetativa da população angolana. Penso que a formação de professores é fundamental, a avaliação dos alunos, como dos próprios professores também são áreas fundamentais que podem permitir a regulação do sistema educativo», sublinhou o ministro angolano, que iniciou hoje uma visita de três dias a Portugal.

Na terça-feira, Pinda Simão desloca-se ao Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, e à Escola Profissional do Vale do Tejo ¿ Hotelaria, Restauração e Turismo, em Santarém.

O programa termina em Lisboa, na quarta-feira, com uma visita à Escola Profissional Almirante Domingos Tasso de Figueiredo/Cruz Vermelha Portuguesa e à Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa.