Quatro portugueses ficaram feridos nos atentados de Paris, confirmou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, à TVI, e não cinco como foi inicialmente avançado.

José Cesário esclareceu, neste domingo, que um dos feridos internados em Paris, que se julgava ser português, é, afinal, venezuelano, embora tenha ascendência portuguesa.

O cidadão venezuelano, que permanece internado, mas cujo estado de saúde não é grave, chegou a ser identificado como sendo cidadão português, mas o equívoco foi desfeito durante uma visita ao hospital parisiense de responsáveis do Consulado de Portugal, na capital francesa.

Os quatro portugueses/lusodescendentes feridos já receberam alta hospitalar.

Mas poderá haver mais portugueses entre as vítimas dos atentados.
 
A associação de jovens lusodescendentes Cap Magellan e o vereador da Câmara de Paris Hermano Sanches Ruivo procuram dois jovens alegadamente de origem portuguesa que aparecem como desaparecidos na conta twitter criada na sequência dos atentados de Paris, @Rech_Paris.

Hermano Sanches Ruivo, fundador da associação Cap Magellan, disse à agência Lusa que estão à procura dos jovens Julien Ribeiro e Cédric Santos.

"Pela fotografia eu diria que eles têm menos de 30 anos, provavelmente menos de 25 também. Eles não constam da lista dos feridos, daqueles que ainda estão a ser vistos nos hospitais, o que não deixa de ser uma má notícia, a menos que estejam completamente fora do esquema e nesse caso podemos estar numa falsa pesquisa. É um risco também, não podemos descartar que seja uma piada de mau gosto", descreveu.

O vereador da Câmara de Paris explicou ainda que a iniciativa de pesquisa da CapMag surgiu logo após ouvir falar do Bataclan e dos cafés frequentados pelos mais jovens, articulando depois a informação da associação com os seus contactos.

"Utilizo os contactos usuais da Câmara para o Instituto Médico-Legal, a Prefeitura, mas também através do twitter pela conta que procura as pessoas. Nessa lista procuramos os nomes que têm claramente consonância mais portuguesa ou lusófona e depois fazemos o nosso trabalho através do facebook, procurando através dos endereços. Não temos obviamente a certeza que são todos parisienses", explicou.

Hermano Sanches Ruivo avançou ter tido, entretanto, a notícia de que uma pessoa - que a partir do apelido poderá ser de origem portuguesa - teria sido uma das vítimas mortais, mas sem confirmação oficial e desconhecendo-se se será uma terceira vítima ou uma das já confirmadas pelo Governo português.

Seis ataques terroristas no centro de Paris na noite de sexta-feira, reivindicados pelo Estado Islâmico,  causaram a morte a 129 pessoas, entre eles um emigrante português, de 63 anos, natural de Mértola, que morreu junto ao Estádio de França, e uma lusodescendente de 35 anos, que estava na sala de concertos Bataclan.

Pelos hospitais franceses passaram 352 feridos, a maior parte ligeiros, mas 99 continuam internados em estado grave.

O primeiro-ministro francês afirmou neste domingo que 103 das 129 vítimas mortais foram já identificadas.

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