O ministro da Educação e Ciência assinalou, esta segunda-feira, a urgência de ultrapassar «as dificuldades persistentes em Português e Matemática num número muito elevado de alunos». Numa declaração enviada à agência Lusa, após a divulgação das notas da primeira chamada dos exames do 6º e do 9º ano, Nuno Crato disse que é necessário empenho para ultrapassar as dificuldades.

«Não estamos satisfeitos com estes resultados. Eles mostram dificuldades persistentes em Português e Matemática, num número muito elevado de alunos. São dificuldades que é urgente ultrapassar, e todos nós - professores, escolas, pais e, obviamente, o Ministério - temos de nos empenhar em as ultrapassar», afirmou.

No entender do governante, «as dificuldades não são de hoje». Nuno Crato recordou que, desde 2005 (no 9º ano) e 2012 (no 6º), se constatam «resultados insuficientes no ensino básico», revelados pelas provas finais.

«Tudo isto mostra a necessidade de haver uma avaliação externa rigorosa. Mas não basta conhecermos as dificuldades. Temos de atuar», vincou. O ministro acrescentou que «o progresso dos jovens nas etapas superiores de estudo fica dificultado com insuficiências nestas etapas».

Nuno Crato sublinhou a necessidade de se «continuar a analisar as dificuldades com muito rigor, verificando onde estão as áreas de maior insuficiência e dando-lhes mais atenção». O ministro da Educação aludiu mesmo às «novas metas curriculares». Nuno Crato afirmou que «ajudam a tornar claro o que os alunos devem saber em cada etapa» e permitem «ajudar também a perceber onde estão as dificuldades mais persistentes».

«Temos sempre insistido na necessidade de uma intervenção atempada logo que são detetadas dificuldades», acrescentou o titular da pasta da Educação. Nuno Crato chamou a atenção para a introdução de «um período de acompanhamento extraordinário» para quem não conseguiu resultados aceitáveis.

«Temos sempre insistido na necessidade de uma intervenção atempada logo que são detetadas dificuldades. É todo um trabalho que está a ser promovido, a começar pelo 1º ciclo, onde introduzimos agora um período de acompanhamento extraordinário para os que não conseguiram resultados satisfatórios nas provas finais», e que, no próximo ano, será alargado ao 6º ano de escolaridade, afirmou.