Portugal ocupa a 14ª posição numa lista de 60 países onde foi analisado o nível de conhecimentos de inglês. O «ranking» foi elaborado pela Education First (EF), uma das maiores empresas internacionais na área da educação.

O English Proficiency Index (EPI) 2013 foi elaborado com base em exames feitos, no ano anterior, a 750 adultos através da página da EF na Internet. Os testes avaliaram gramática, vocabulário, leitura e compreensão.

Na lista, os países participantes são divididos em cinco níveis: «muito alto», «alto», «médio», «baixo» e «muito baixo».

Na edição 2013, a terceira do EPI, Portugal surge no último lugar do segundo nível, correspondente a um domínio «alto» da língua de Shakespeare. Do grupo fazem parte também Polónia, Hungria, Eslovénia, Malásia, Singapura, Bélgica, Alemanha, Letónia e Suíça.



O nível «médio» inclui Eslováquia, Argentina, República Checa, Índia, Hong Kong, Espaha, Coreia do Sul, Indonésia, Japão, Ucrânia e Vietname, o nível «baixo» Sri Lanka, Rússia, Itália, Taiwan, China, França, Emirados Árabes Unidos, Costa Rica, Brasil, Perú, México, Turquia, Irão e Egipto e o nível "muito baixo" Chile, Marrocos, Colômbia, Koweit, Equador, Venezuela, Jordânia, Qatar, Guatemala, El Salvador, Líbia, Tailândia, Panamá, Casaquistão, Argélia, Arábia Saudita e Iraque.

O EPI analisa também as tendências, baseando-se nas anteriores edições do estudo (a primeira reuniu dados de 2007 a 2009, a segunda de 2009 a 2011 e a terceira de 2012 a 2013).

Uma mudança superior a dois pontos - positiva ou negativa - indica uma alteração significativa no nível de inglês. Em 2013, sete países entraram pela primeira vez neste índice da EF, pelo foram excluídos da análise das tendências.

Portugal surge aqui como um dos países que melhoraram o nível de inglês. Na lista geral, as maiores subidas foram protagonizadas por Turquia (11,86) e Casaquistão (11,73). Espanha foi o quarto país europeu a dar o maior «salto», com uma subida de 4,50 pontos, depois de Hungria, Polónia e Rússia. Foi, aliás, o único país da Europa ocidental a subir mais do que Portugal.

É também a primeira vez que os espanhóis não integram o grupo com o pior nível de inglês da União Europeia. O país alcança, aliás, o melhor resultado de sempre no EPI, deixando para trás nações como França e Itália.

O EPI 2013 destaca o caso da França, com uma «trajetória completamente diferente do resto da Europa», o continente onde se fala melhor inglês. A América Latina é a região com o resultado oposto.

Os sete países com o melhor inglês são pequenas nações europeias: Suécia (68,69 pontos), Noruega (66,60), Holanda (66,19), Estónia (65,55), Dinamarca (65,15), Áustria (62,66) e Finlândia (62,63).

Portugal foi classificado com 57,52 pontos (nível «alto»), Espanha com 53,51 (nível «médio»), Itália com 50,97 e França com 50,53 (nível «baixo», onde surge também o Brasil, com 50,07 pontos).