Os cidadãos portugueses são dos europeus menos satisfeitos com os espaços verdes à sua disposição nas cidades, revela um documento hoje divulgado pelo Eurostat, segundo o qual 43,6% da população portuguesa vive em grandes centros urbanos.

Por ocasião do Dia Mundial do Habitat, que se assinala hoje, o gabinete oficial de estatísticas divulgou um estudo sobre a distribuição da população europeia por grau de urbanização, que revela que 43,6% da população portuguesa vive em áreas de grande densidade populacional (ou cidades), 26,1% em áreas de baixa densidade populacionais (ou rurais) e 30,3% em “áreas intermédias” (vilas ou subúrbios).

Os valores encontram-se em linha com a média europeia, já que 40,2% da população da UE vive em cidades, 27,8% em áreas rurais e 32,0% em áreas de média densidade populacional.

Entre os europeus que residem em grandes centros urbanos, os portugueses são dos menos satisfeitos com as áreas verdes e de recreio existentes nas cidades, pois numa escala de 0 a 10 (de nada satisfeitos a muito satisfeitos) atribuem em média “nota 6”, o quarto valor mais baixo da UE a 28, apenas à frente de Chipre (5,9), Bulgária (5,3) e Grécia (5,0).

A nível europeu, os Estados-membros onde se regista uma maior percentagem da população a viver em cidades são o Reino Unido (58,6%) e Chipre (54,7%), enquanto a maior proporção de populações rurais se encontram no Luxemburgo (51,0%) e Eslovénia (49,8%).

Os europeus mais satisfeitos com as áreas verdes à sua disposição nas cidades são os nórdicos, com finlandeses à cabeça(8,5 na escala até 10), seguidos de suecos (8,2) e dinamarqueses (8,0).